Livro



Pessoas do espectro de direita e conservadores estão sendo vítimas de desinformantes profissionais que transformaram a mentira em domínio público. São jornalistas e opinadores muito bem pagos que se esforçam para impregnar na memória coletiva certas verdades fabricadas. Para isso, usam argumentos estereotipados, com uma sequência de associações de adjetivos como terraplanista, negacionista, fascista e extremista. Ao mesmo tempo, cresce no jornalismo brasileiro pautas da agenda Woke, carregada de ideologia progressista como a linguagem neutra e o feminismo. 


video trechos JN - um defensor de que a terra e plana 


É por causa da perseguição contra a direita que também, em novembro de 2022, entreguei à Comissão Interamericana de Direitos Humanos um documento com relatos sobre a violação de direitos básicos no Brasil. Nenhum veículo da velha mídia teve o interesse de analisar minha atitude de maneira honesta. Ao invés disso, charlatães do jornalismo falam sobre a necessidade de regulamentar as redes sociais. Para refutar meu gesto de ir aos Estados Unidos, me chamaram de "a deputada bolsonarista foragida", como se fosse um xingamento. Aliás, xingar é o que se faz quando sabem que não vão conseguir desmontar um documento muito bem embasado e repleto de exemplos ditatoriais. Jornalistas deixaram de lutar a favor da liberdade de expressão e passaram a defender a censura em defesa da "desinformação", palavra da última moda nas reações de jornal.


Video Jornal Nacional liberdade de expressao


     No livro “O Quarto Poder - Uma Outra História”, o ex-jornalista da Rede Globo e já falecido Paulo Henrique Amorim, afirma: “Os profissionais da Globo não mandavam tanto assim. Armando Nogueira (criador do Jornal Nacional) era o que sofria mais, já que Roberto Marinho (então proprietário da Rede Globo) controlava todas as notícias “sensíveis”, principalmente sobre política, economia e sobre a Petrobrás”.

     Segundo a publicação, durante décadas, a Rede Globo, a segunda maior emissora do planeta, manteve uma relação promíscua com o Estado. Em 1985, Roberto Marinho comprou a emissora Tele Monte Carlo, no Principado de Mônaco, que transmitia sua programação para a Itália. O primeiro ano de operação teve um prejuízo de R$ 50 milhões de dólares. Calcula-se que o gasto foi de mais de 120 milhões de dólares antes da emissora ir ao ar.

     Antes de acumular mais prejuízo, Marinho resolveu então procurar o então presidente José Sarney que convocou o Ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central da época para salvar a Tele Monte Carlo. O Banco do Brasil emprestou dólares, no câmbio oficial, a Roberto Marinho que os trocou no câmbio paralelo, onde valiam muito mais. Dessa forma, pagou as dívidas da TMC e ainda botou dinheiro no bolso.


Foto capa Livro o quarto poder 


     No livro “Grandes Pecados da Imprensa”, Sebastião Nery narra a parceria nada republicana entre a Globo e grandes empreiteiras. O autor cita a história de um político inexperiente chamado Alceni, que vivia em “lua de mel”com a imprensa após virar ministro da saúde no governo Collor. Ele ficou responsável pela construção de 5 mil prédios com uma verba de 4 bilhões de dólares. Até que um grupo de empreiteiras ofereceu propina ao ministro que recusou a oferta. Ele recebeu um alerta de um outro político experiente: “As empreiteiras controlam a imprensa. E a imprensa vai te atacar de todas as maneiras”. Dito e feito. 


Foto capa Livro Grandes Pecados da Imprensa


Video Xuxa se encontra com Sarney


Uma matéria do Globo de 23 de junho (1991) abria assim, em tom editorial:

“Há um estranho desencontro entre o ministro da saúde e o quadro de saúde pública: as doenças que mais se alastram têm seus principais focos onde Alceni menos vai”. O segundo texto começava também em tom editorial: “ O ministro da saúde, Alceni Guerra, garante que nunca se gastou tanto com saúde pública no Brasil como agora. O país investe 4 % de seu PIB em saúde - enquanto na maioria dos países da América Latina esse percentual nunca foi inferior a 6%. 

O terceiro texto da mesma edição, disse: “ Desde que Alceni Guerra assumiu o ministério da criança, no dia 15 de dezembro de 90 (acumulado com a saúde), o número de assassinatos de menores carentes aumentou 40% nas principais capitais brasileiras”. 


Video Collor futebol


Trecho reservado pra falar sobre FHC


video dona Ruth Cardoso


Ao longo de 2 mandatos do governo Lula, entre 2003 e 2010, somente a Rede Globo recebeu R$ 4,7 bilhões de verba de publicidade federal. Antes dos escândalos do mensalão, o governo e a emissora viviam em lua de mel.

No primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, o governo gastou 23 % a mais com propaganda que seu antecessor. Foram R$ 9 bilhões de reais.


Antes de virar presidente da república, Jair Bolsonaro repetiu diversas vezes que “acabaria com a mamata”, em relação às verbas publicitárias governamentais. Já presidente, ele cumpriu a promessa de campanha. Fontes do mercado publicitário estimam que somente a Globo deixou de receber ao longo desses anos de R$ 600 milhões a R$ 750 milhões. 


Video Bolsonaro


Se por um lado, o não derramamento de dinheiro público em veículos de comunicação demonstrou respeito ao pagador de impostos, em compensação, a sonegação de fatos importantes e a perseguição contra políticos e representantes de direita aumentou exponencialmente. 


Consórcio de Veículos de Imprensa


O Consórcio de Veículos de Imprensa é uma parceria organizada em junho de 2020 entre os veículos Rede Globo, G1, O Globo, Extra, O Estado de São Paulo e UOL. A justificativa inicial da parceria foi informar dados da pandemia de COVID-19 no Brasil. Mas o que era pra ser mais um mecanismo de informação, virou um instrumento de manipulação, assédio, mentiras e sonegação de informações relevantes.


consorcio de imprensa


     Em maio de 2022, a Rede Globo demitiu o chefe de jornalismo do Rio de Janeiro, Tyndaro Menezes. O profissional apareceu em uma investigação do Ministério Público envolvendo um empresário e o delegado  Ângelo Ribeiro, afastado da Polícia Civil denunciado por embolsar propina para abafar inquéritos tributários. Ambos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Na principal emissora do Brasil desde 1992, Tyndaro foi citado sete vezes no documento. Ele teria intermediado um negócio na área de saúde feito pelo delegado. Nas conversas, há combinação sobre valores a receber. 


Print reportagem Tyndaro Menezes Noticias da TV


A informação seria motivo de reportagens de capa dos principais jornais e portais do país, o que não aconteceu. Nenhum veículo do "consórcio" noticiou. 

Antes do ocorrido, o mesmo Ministério Público encontrou R$ 8,5 milhões escondidos na casa do ex-secretário de saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos. Ele foi apontado como chefe de uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Saúde. Na ocasião, o Jornal Nacional dedicou apenas 45 segundos para falar sobre o caso. Já o Jornal Hoje, da mesma emissora, reservou apenas 30 segundos. Espanta a falta de critério da Globo e todo o consórcio para escolher o tempo das pautas. Para efeito de comparação, no dia em que o ex-ministro da educação, Milton Ribeiro foi preso por suspeita de tráfico de influência no MEC por causa de uma transação de R$ 60 mil, o mesmo Jornal Nacional dedicou ⅓ do noticiário para falar sobre o tema. Para a emissora, a transação de R$ 60 mil é mais grave que o desvio comprovado de R$ 8,5 milhões de reais da saúde pública. 


Print JN - Print JH - Prints Milton Ribeiro 




ANVISA


Em janeiro de 2022, fui perseguida pela imprensa por solicitar à Anvisa que suspendesse a vacinação infantil contra a Covid-19. Defendi a adoção de medidas seguras e eficazes no combate à pandemia e pedi prioridade à segurança da população. 

Diferente de outras ocasiões, a Anvisa passou a ser tratada pela imprensa como fonte de autoridade imune às críticas, por outro lado, eu comecei a ser rotulada de "negacionista" e "antivacina". 

Antes da pandemia, uma reportagem da Rede Globo de 2017 sobre a eficácia de medicamentos genéricos aprovados pela Anvisa questionou os testes de registros do órgão e complementou: 

“O Fantástico mantém a posição de que não seria ético, para finalidades jornalísticas, submeter pessoas saudáveis a um experimento médico-científico, já que qualquer experimento desse tipo, por mais simples e menos invasivo que seja, envolve algum tipo de risco involuntário”. 


Video Fantastico 


Uma reportagem do Jornal da Globo do ano 2000, mostrou que uma única vida perdida para um experimento genético já era motivo de contestação da imprensa. Diz a matéria: “A terapia genética é um risco aos seres humanos, mas muitos pacientes desesperados se oferecem como cobais”. 


Video Lilian Wite Fibe



Urnas eletrônicas / Princípios editoriais 


Em 2011, o Grupo Globo divulgou um documento chamado "Princípios editoriais do Grupo Globo". O texto foi disponibilizado na íntegra em todos os sites e jornais do Grupo. A carta foi tratada com tamanha importância que também foi reportada na extinta revista Época e no Jornal Nacional.


Na Seção 1 do manual, o documento destaca:


"Na apuração, edição e publicação de uma reportagem, seja 

ela factual ou analítica, os diversos ângulos que cercam os 

acontecimentos que ela busca retratar ou analisar devem ser 

abordados. O contraditório deve ser sempre acolhido, o que 

implica dizer que todos os diretamente envolvidos no assunto 

têm direito à sua versão sobre os fatos, à expressão de seus 

pontos de vista ou a dar as explicações que considerarem

convenientes".


Já no item Y, o texto informa:


"Uma reportagem pode legitimamente apresentar uma 

pessoa como suspeita de crime ou irregularidade quando a 

suspeição partir oficialmente de alguma autoridade pública e 

estiver registrada em documento ou entrevista. O anúncio 

oficial de que alguém é suspeito de crime ou irregularidade é 

um fato, que pode ser registrado dependendo de sua 

relevância para a sociedade. Ao jornalista, cabe informar 

sobre o estágio em que se encontram as investigações, 

devendo sempre cobrar os indícios que levaram a autoridade 

a sustentar suas suposições, publicando-os, acompanhados 

da versão da pessoa acusada, se ela se dispuser a falar. Se a 

autoridade errar e culpar um inocente, o fato deve ser 

publicado com o mesmo destaque, e a polícia deve ser 

cobrada por seus erros".



Na tentativa de criar um ambiente eleitoral cada vez mais sério e responsável, solicitei ao presidente do TSE, Alexandre de Moraes, algumas informações sobre casos de votações com erro de identificação no 1⁰ turno das eleições. Como parlamentar, não posso desprezar e ignorar centenas de casos controversos que foram amplamente divulgados. Também requeri o número de eleitores que votaram no lugar de outras pessoas, bem como a discriminação por estado e a lista dos inquéritos policiais em decorrência da falha de identificação. A falta de transparência acaba por induzir inevitavelmente às mais variadas possibilidades de adulteração de intenções e finalidades, ainda mais se tratando de um sistema de votação que já foi adulterado.


Vale lembrar que, enquanto alguns já esperavam métodos requintados de fraude nas eleições dos EUA, o que se viu foi um simples ato: a adição de cédulas adulteradas, extrapolando por vezes, o número de votos suportados por alguns condados.


No dia 16 de novembro de 2022, o repórter do Jornal O Globo, Aguirre Talento, entrou em contato com a minha assessoria de imprensa e fez o seguinte questionamento: 


"Vamos citar em uma matéria que a deputada Carla Zambelli está usando a conta do instagram do seu marido para driblar ordem do TSE que bloqueou seus perfis e tem publicado vídeos com ataques ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas e incentivando as manifestações que pedem intervenção militar. Poderiam se manifestar?".


Enviei a seguinte resposta:



     "Em 2005, o jornalista Paulo Henrique Amorim lançou o livro "Plim Plim - a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral". Na publicação, o autor narrou como a TV Globo manipulou o resultado das eleições para governador do Rio de Janeiro, em 1982, com o objetivo de roubar votos de Leonel Brizola e eleger Moreira Franco.


     O jornal O Globo mente quando afirma que "ataco" o processo eleitoral. Estou fazendo algo parecido com o que o jornalista fez naquela época. Ele organizou o processo de montagem do esquema de apuração paralela de votos que garantiu a vitória do favorito da Globo.

     Estou proibida de usar minhas redes sociais por uma decisão autoritária de Alexandre de Moraes, porém, ainda não estou impossibilitada de gravar conteúdos. Por enquanto, outros cidadãos ainda não estão impedidos de publicar vídeos de minha autoria e ajudar a divulgar algo que foi sustentado por Paulo Henrique Amorim no livro citado: 


    "Nossa história contém diversos fatos por cima dos quais preferem passar uma borracha e fingir que as coisas não foram "bem assim". Mas documentos sempre aparecem. E, de tempos em tempos, surgem do mofo dos arquivos para encaixar os acontecimentos em seu merecido lugar".


Carla Zambelli."


É claro que o jornalista do jornal O Globo não seguiu os princípios editoriais de sua empresa e não inseriu minha resposta, nem sequer um trecho do texto.


No dia 05 de dezembro de 2022, o mesmo jornal O Globo publicou a seguinte reportagem: "Moraes mantém bloqueio de perfis da deputada Carla Zambelli nas redes sociais". O texto dedicou cerca de 15 linhas para as aspas do Ministro do STF. Em contrapartida, o jornal resumiu minha defesa e colocou apenas duas linhas e meia. 


Como é explícito identificar, o Grupo Globo deixou de levar a sério seus princípios editoriais quando se trata em dar voz à parlamentares conservadores. Todo veículo de comunicação é um prestador de serviço e os princípios editoriais funcionam como uma espécie de termo de compromisso entre empresa e consumidor. Jogar na lata de lixo o manual de jornalismo é descumprir o código do consumidor, protegido pela Constituição. O artigo 14 do Direito do Consumidor informa:


Os serviços respondem independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados pelos consumidores por desvios relativos à prestação de serviços, bem como informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. 



Em 2021, um jovem de 28 anos chamado Bruno Graff teve reação da vacina contra COVID-19 da AstraZeneca e morreu 12 dias depois. Um boletim epidemiológico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), vinculada à Secretaria Estadual de Saúde explicou que o caso passou por investigação de equipes de imunização estadual, regional e municipal de Santa Catarina. Sua mãe, Arlene Graff, foi acusada pela imprensa de falsificar a causa da morte de seu filho, falecido com um AVC. Segundo um artigo da jornalista Paula Schmitt, publicado no portal Poder 360, Arlene contou que antes do falecimento, só consumia conteúdos da velha mídia: "Eu fui contaminada pelas notícias. Eu quero dizer para as outras mães: Não façam como eu. Pesquisem. Decidam apenas depois de ouvir os 2 lados”. Ela contou que era “viciada” em noticiários da televisão, o tempo todo. 

A vacina que Bruno tomou foi suspensa em 18 países por causa de sérios efeitos colaterais. Um artigo da CNN americana de 2021, cinco meses antes da vacinação de Bruno diz que “Dinamarca, Islândia e Noruega suspenderam o uso da vacina Oxford-Astrazeneca enquanto a União Europeia investiga se a injeção poderia ter ligação com um número de relatos de coágulos sanguíneos". A informação acima não foi veiculada pelo consórcio de imprensa e foi Arlene foi rotulada de A bolsonarista antivaxxx.


"Os meios de comunicação viraram meios de ocultação".

     



No dia 02 de outubro de 2022, fui eleita pela segunda vez deputada federal pelo estado de São Paulo. Apos percorrer por quase todo o estado durante a campanha,  recebi 946.244 votos, o que me garantiu o posto de a deputada mulher com o maior número de eleitores do Brasil. 

No dia seguinte, o também eleito deputado Guilherme Boulos do PSOL (partido de extrema esquerda) estava no palco do Brasil Urgente da Band, programa de grande popularidade apresentado por José Luiz Datena. Ele foi apresentado como o deputado federal mais votado em São Paulo. Na mesma semana, minha assessoria entrou em contato com a direção do programa para tentar agendar uma entrevista no mesmo programa. Antes que me acusem de querer aparecer, aviso que sempre que sou procurada para dar alguma entrevista, é pra falar de alguma crise, de algum escândalo ou para me defender de alguma acusação infundada. Falar sobre minha vitória numa TV aberta seria a oportunidade de “sair da bolha” e aparecer para o público de maneira positiva. A emissora recusou minha participação no palco da atração e como prêmio de consolação, ofereceu uma entrevista numa rádio do mesmo grupo.


Foto Guilherme Boulous Datena



Naquela mesma segunda-feira, Guilherme Boulos também participou ao vivo do Roda Viva, o mais tradicional programa da TV Cultura, emissora pública comandada pelo governo de São Paulo. O político também foi apresentado como “o deputado federal mais votado de SP”.

Tentamos agendar uma entrevista na mesma atração e a direção negou a minha participação. Vera Magalhães, âncora do programa, gosta de dizer que faz um jornalismo plural e que a equipe do Roda Viva toma todos os cuidados para levar convidados de todos os gêneros. 


Foto Guilherme Boulos Roda Viva


Durante muitos anos, a TV Cultura foi tema de estudos acadêmicos e críticos de TV por ser uma espécie de "puxadinho do PSDB de São Paulo". A tese deixou de ser destaque dos colunistas de TV desde quando o então governador João Dória começou a usar a emissora para perseguir Jair Bolsonaro e toda a direita. 


"O inimigo do meu inimigo é meu amigo".


Durante a pandemia, o governador trancou pequenos comércios e tirou a liberdade de profissionais liberais. Enquanto isso, o filósofo que se dizia liberal e conservador Luiz Felipe Pondé, dizia que o protagonista político na gestão da pandemia era João Dória. Pouco tempo depois, o filósofo ganhou um programa semanal na emissora pública.


Videos Luiz Felipe Ponde


Por falar em Lockdown, enquanto o número de moradores de rua aumentava em São Paulo em decorrência do "fica em casa", o governador sucateou vários restaurantes Bom Prato, que servem refeições para a população carente por 1 real. 


Print com reportagens sobre Bom Prato


As notícias não eram divulgadas nos jornais da TV Cultura. No mesmo período, a emissora recebeu verba pública de 100 milhões de reais e manteve dezenas de comentaristas críticos de qualquer visão de direita, com excessao de alguns politicos “liberais e conservadores” que se juntaram com a esquerda para fazer oposição à Bolsonaro. 


Print TV Cultura recebe 100 milhoes



Em 2020, uma auditoria constatou que um trecho da Rodoanel teve 59 danos graves em decorrência de obras de uma construtora chamada Acciona. O jornalismo "vigilante" da TV Cultura ficou em silêncio. Em seguida, João Dória anunciou que as obras paradas da linha laranja do metrô estariam nas mãos da construtora... Acciona. 


Print Rodoanel


Dois anos depois, um trecho da obra da linha laranja desabou. O Jornal da Cultura e o resto da velha mídia não citou a auditoria que encontrou erros graves e perigosos em outras obras da empreiteira e nada falou sobre a construtora ser alvo da operação Lava Jato. Logo após a única reportagem sobre a tragédia no no Jornal da Cultura, o foco da discussão dos comentaristas foi uma piada de Jair Bolsonaro.


video jornal da Cultura falando sobre Bolsonaro fazer piada (Ponde)


Nas redações dos jornais existe um termo chamado: "setorista". E o jornalista responsável por cobrir um único assunto. Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo, virou setorista numa área nova: o uso das redes sociais para espalhar fake news. Às vésperas do segundo turno das eleições de 2018, ela fez uma reportagem afirmando que empresários como Luciano Hang financiaram disparos de Whatsapp para beneficiar o então candidato Jair Bolsonaro. 


Print Jornal Folha de SP


A reportagem teve grande repercussão nacional e foi usada para o candidato do PT à presidência solicitar a apuração de crimes de abuso de poder econômico e o uso indevido de comunicação digital. Já outro partido de esquerda, o PDT pediu a anulação da eleição.

Dois anos depois, o jornal Folha de São Paulo e Patrícia Campos Mello foram condenados a pagar R$ 100 mil para Luciano Hang por causa da reportagem. O Juiz entendeu que as provas não eram suficientes. 


Prints Patricia Campos Mello Twitter



A jornalista passou os últimos 4 anos fazendo reportagens e artigos sobre como frear o sucesso das redes sociais de políticos e cidadãos de direita, além de repercutir em suas redes sociais matérias relacionadas ao tema. Porém, no dia 16 de junho de 2022, o Portal Metrópoles divulgou uma reportagem provando que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) criou brigadas digitais no WatsApp para enviar material pró-Lula. A investigação mostrou vídeos com dirigentes da entidade sindical contando ter contratado empresas para disparos. O texto entrevistou especialistas que encontraram indícios de irregularidades. Patrícia Campos Mello - a setorista nesse assunto- ficou em silêncio. A repórter também teve uma atitude discreta durante as eleições de 2022 ao se referir à Janones, braço direito de Lula na campanha presidencial que criou inúmeras fake news e defendeu publicamente a "radicalização" para enfrentar a direita.


Print Brigadas digitais CUT - Print Janones 


A reportagem de Patrícia de 2018 também foi usada pela oposição de Jair Bolsonaro na CPI das fake news em 2020.

Na condição de testemunha, Hans Hiver, que trabalhava na Yacows - empresa de disparos citada por Patrícia Campos Mello - prestou depoimento na Câmara.

O ex-funcionário disse que a repórter da Folha teria se insinuado sexualmente para obter informações após ele ter se negado a falar. “Ela (Patrícia) queria sair comigo e eu não dei interesse para ela. Ela parou na porta da minha casa e se insinuou para entrar, com o propósito de pegar a matéria…Quando ela escutou a negativa, o distrato que eu deixei claro que não fazia parte do meu interesse…a pessoa querer um determinado tipo de matéria a troco de sexo, que não era a minha intenção, que a minha intenção era ser ouvido a respeito do meu livro, entendeu?".


Após a repercussão da declaração de Hans, corporativistas como sempre, os colegas jornalistas de Patrícia passaram a defendê-la. Miriam Leitão, colunista de O Globo fez um artigo com o seguinte título: “Ataque a Patrícia Campos Mello atinge a imprensa, a democracia e a mulher”. Andréia Sadi, da Globo News, postou a seguinte mensagem no Twitter: “Absurdos e covardes os ataques à jornalista Patrícia Campos Mello - séria, competente e profissional. Triste, chocante e lamentável ver mulher reforçando os ataques. Mulher. A respeito de outra mulher. O jornalismo está sempre vigilante e forte. E unido". 


prints jornalistas defendendo Paty Campos Mello



Um coletivo de jornalistas também cobrou do Twitter a exclusão de postagens ofensivas à repórter da Folha. Curiosamente, a mesma classe que afirmou “sem apresentar provas” que Hans River mentiu na CPI, é a mesma que acolheu todas as denúncias contra o governo na CPI da Covid. Numa nota apresentada pelo Senador Omar Aziz, a mesma Miriam Leitão escreveu “num dia em que FICOU CLARO o envolvimento de militares nas brigas internas no Ministério da Saúde”. O que faz a Miriam acreditar que a declaração de um ex-funcionário da Yacons seja mentira e abraçar supostas acusações de Omar Aziz, um político acusado de desvio de dinheiro público da saude?


print coletivo de jornalistas - print Miriam Leitao “Ficou Claro”


Os jornalistas que defenderam Patrícia por ela ser mulher e ser perseguida por machismo, são os mesmos que ficaram calados durante a CPI da Covid, quando senadores homens ofenderam mulheres, como a médica oncologista Nise Yamaguchi. Ela processou os senadores Omar Aziz, presidente da CPI e Otto Alencar e pede indenização de R$ 160 mil por danos morais por ser vítima de misoginia e humilhação. Na ação, a médica cita o massacre moral que sofreu e diz que os senadores agiram intencionalmente com deliberada crueldade no escopo para destruir a imagem da médica perante toda a sociedade brasileira. Para os jornalistas da grande mídia, só mulheres de esquerda são vítimas de machismo.


Voltando à CPI das fake news, pouco tempo depois das declarações de Hans, Patrícia lançou o livro “A máquina de ódio: Notas de uma repórter sobre fake news e violência digital", em que apresenta os principais nomes da direita como seres violentos e mentirosos compulsivos. Logo no início da publicação, a repórter diz que nunca foi especialista em assuntos políticos. No entanto, a mesma jornalista foi contratada no mesmo período para ser comentarista do Jornal da Cultura para fazer comentários sobre…política. O livro está sendo um dos mais indicados nos cursos de jornalismo e Patrícia é chamada para dar palestras nas principais faculdades do país. O livro é cheio de adjetivações baratas, contradições e …fake news. Ainda pretendo lançar um livro para refutar as histórias de Patrícia. 


Livro da Paty - Print Paty sendo premiada - Paty na bancada do Jornal da Cultura


A jornalista ficou quase 1 ano sem escrever para a Folha de São Paulo e no dia 28 de janeiro de 2022, ela voltou a abastecer sua coluna. O primeiro texto recebeu o título: “Eleições no Brasil são a segunda chance para as Big Tech - Espera-se que tenham aqui a mesma preocupação que tiveram na eleição dos EUA”. O texto diz: “aqui, duas empresas promovidas por Bolsonaro, Telegram e Gettr, nem sequer cooperam com o TSE”. 


print titulo reportagem sobre Big Tech de Paty



Olavo de Carvalho dizia que os jornais do Brasil não chegam a 1 % da população, mas servem para pautar escolas, universidades, sindicatos e o judiciário. Menos de dois meses após o artigo de Patrícia,  ministro do STF, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do aplicativo Telegram no Brasil com multa diária de R$ 100 mil. Ele também solicitou ao Google e Apple a retirada do app de suas lojas digitais. 


Print titulo reportagem sobre Alexandre de Moraes/Telegram


Se a imprensa agiu como agência de publicidade de partidos de esquerda durante o governo Jair Bolsonaro, o mesmo não poderia ser diferente no período eleitoral. Em julho de 2022, a revista Veja divulgou uma delação premiada do publicitário Marcos Valério, condenado a 37 anos de prisão por participar do mensalão. Ele disse à Polícia Federal que o Partido dos Trabalhadores e a maior facção criminosa das Américas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) mantinham relações estreitas. Marcos Valério sempre foi uma espécie de figura central da imprensa durante a cobertura de grandes escândalos de corrupção no governo Lula. No entanto, todo o consórcio de imprensa abafou o depoimento do publicitário que afirmou que petistas estavam sendo financiados pelo crime organizado. 


Video Marcos Valerio JN / Print reportagem Veja Marcos Valerio



A velha mídia me chamou de mentirosa e propagadora de fake news quando publiquei em minhas redes sociais uma foto de Lula no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, usando um boné escrito CPX, sigla associada ao tráfico de drogas. A postagem também foi publicada pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo então candidato a deputado federal, Mário Frias. 



O portal G1, do Grupo Globo, disse que a sigla significa apenas "complexo". No entanto, a abreviatura também é usada entre criminosos, segundo decisões emitidas por juízes em segunda instância.

Tive acesso a um comprovante do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que identifica "CPX" como “cupincha”, aquele que é companheiro, camarada.


Print Tribunal de Justica


Além disso, há várias fotos de fuzis estampados com as letras "CXP". Divulguei em minhas redes sociais algumas imagens de cartazes de bandidos procurados pela justiça que possuem "CXP" nos apelidos. 

O major Felipe Sommer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Santa Catarina, afirmou também que a abreviação significa "cupincha, parceiro do crime". A declaração foi feita no podcast "Nem me viu". Nesse caso, se é para perseguir a direita, o apelo à fonte de autoridade relevante não é importante.


video Major Sommer - print bandidos CPX


A repercussão das postagens da direita sobre a CPX na grande imprensa rendeu processo com pedido de indenização milionária. O Centro Social Comunitário Favela em Desenvolvimento pede indenização de R$ 1,8 milhão de reais por danos morais coletivos.


Print materia sobre a multa 


Bolsonarista é o novo nazista


No dia 11 de julho de 2022, o Jornal Nacional dedicou mais de 7 minutos para falar sobre Marcelo Arruda, um rapaz do Paraná morto por Jorge da Rocha Guaranho, um "bolsonarista". No mesmo dia, o mesmo jornal também dedicou uma reportagem de quase 7 minutos que associou o presidente ao assassinato. Mais de 20% do jornalístico foi dedicado ao caso. No dia 12 de setembro, um homem com tatuagem de Lula no braço foi preso por matar a ex-companheira e o filho de 2 anos chamado Luiz Inácio. Nesse caso, o principal jornal do país não divulgou o duplo assassinato e os demais órgãos, não usaram o título " eleitor de Lula mata mulher e filho de 2 anos”. 


Prints com as duas fotos do JN indicando a minutagem das materias do JN 



















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